
A educação brasileira ganha mais um motivo de orgulho no cenário internacional. O cientista da aprendizagem e engenheiro Seiji Isotani, cofundador do Instituto de Inteligência Artificial na Educação (IA.Edu) e do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), acaba de assumir o cargo de professor associado (Associate Professor) na Graduate School of Education da Universidade da Pensilvânia (University of Pennsylvania, UPenn), nos Estados Unidos, uma das instituições de maior prestígio mundial na formação de líderes e pesquisadores em educação.
Reconhecido internacionalmente por suas contribuições em Inteligência Artificial na Educação (IAED) e gamificação da aprendizagem, Seiji Isotani tem mais de 15 anos de experiência em pesquisa, políticas públicas e desenvolvimento de tecnologias educacionais. Entre suas realizações, está o pioneirismo do AIED Unplugged, metodologia que leva os conceitos e aplicações de IA a escolas com infraestrutura limitada, e a liderança no desenvolvimento do currículo nacional de computação para a educação básica no Brasil.
Sua trajetória inclui atuações como professor na Universidade de São Paulo (USP), professor visitante na Harvard University e a presidência da International Artificial Intelligence in Education Society, uma das principais organizações científicas da área. Na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), fundou o NEES em parceria com os pesquisadores Ig Bittencourt e Alan Pedro. Isotani também é cofundador do IA.Edu, iniciativa que dá continuidade a esse trabalho em escala nacional e internacional.
A Universidade da Pensilvânia é uma das líderes da agenda de IA na educação nos Estados Unidos e no mundo. “A Penn GSE é uma potência quando se trata de repensar a educação por meio da inovação. Admiro o compromisso da universidade em investir na área de IA na educação para gerar impacto no mundo real”, afirmou Seiji em entrevista à instituição.
INCLUSÃO, INOVAÇÃO E INTERCÂMBIO
A nomeação para a UPenn reforça não apenas o reconhecimento individual de Seiji Isotani, mas também o impacto global do IA.Edu/NEES, iniciativas que têm defendido uma educação inclusiva, inovadora e baseada em evidências. Sua presença na instituição americana vai ampliar as possibilidades de colaboração em pesquisas que possam transformar a aprendizagem, especialmente no setor público.
O trabalho do pesquisador está alinhado à missão do IA.Edu: integrar inteligência artificial e expertise humana para criar soluções educacionais de alto impacto, garantindo equidade e qualidade. Com sua presença em uma das universidades mais influentes do mundo, a expectativa é que novos projetos de cooperação científica e tecnológica fortaleçam a ponte entre o Brasil e centros de excelência em educação no exterior.
“Um dos grandes desafios no uso de inteligência artificial na educação é a desigualdade digital. Regiões desenvolvidas contam com infraestrutura e profissionais qualificados, enquanto territórios com restrições de recursos, no Brasil e no mundo, seguem sem acesso ou preparo adequado”, destaca Seiji.
O IA.Edu é uma iniciativa dedicada a transformar a educação por meio da inteligência artificial, com a promoção de pesquisas, debates e o desenvolvimento de soluções para políticas públicas educacionais.
“No IA.Edu/NEES, incluindo a Cátedra Unesco sobre IA Desplugada, nosso foco é redesenhar tecnologias, de ponta a ponta, para contextos com infraestrutura limitada, mostrando que soluções eficazes são possíveis mesmo em condições limitadas. Essa abordagem ganha escala com a implementação de políticas públicas, que precisam considerar realidades distintas”, complementa o pesquisador.
“Minha chegada à Universidade da Pensilvânia fortalece essa agenda na educação básica, com atenção especial a regiões com poucos recursos, nos EUA e em países do Sul Global, incluindo o Brasil e os demais países da América Latina. Ao resolver desafios no Brasil, ampliamos o potencial de impacto em territórios semelhantes. O objetivo é alavancar e internacionalizar o que já construímos, elevando relevância e qualidade para gerar impacto global”, enfatiza Seiji.