Da Ascom do SPTE
A construção dos próximos passos para a implementação nacional do Sistema de Proteção das Trajetórias Escolares (SPTE) esteve no centro do Encontro de Trabalho realizado pelo Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais da Universidade Federal de Alagoas (NEES/UFAL), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). O workshop representou um avanço importante na consolidação da política pública voltada à prevenção da evasão escolar e à proteção das trajetórias educacionais de estudantes do Ensino Médio em todo o país.
A atividade, que aconteceu nos dias 28 e 29 de abril, reuniu gestores do MEC, equipes técnicas do NEES/UFAL, representantes da organização social MegaEdu e das redes estaduais de educação do Maranhão, Minas Gerais, Rondônia e Mato Grosso — estados que participaram da implementação piloto da estratégia. Ao longo do encontro, os participantes compartilharam aprendizados, desafios e contribuições para o aperfeiçoamento do sistema e para a construção da implementação nacional da política.
A abertura do evento contou com a participação da diretora de Incentivo a Estudantes da Educação Básica (DIEB/MEC), Marisa Costa, que destacou a centralidade da proteção das trajetórias escolares no contexto do Programa Pé-de-Meia e das ações de permanência estudantil desenvolvidas pelo MEC.
“Agora, nós temos uma ferramenta que vai direto no estudante”, afirmou Marisa ao apresentar o papel do Instrumento de Escuta Estudantil dentro do sistema. Segundo ela, o SPTE representa uma estratégia mais ampla de prevenção e intervenção: “Quando falarmos em sistema a partir de agora, não é o login e senha no celular, é sobre todos os programas e estratégias de intervenção e de prevenção que estamos construindo”.




Um dos destaques do encontro foi a construção conjunta da estratégia de nacionalização do SPTE, incluindo a definição de fluxos de adesão, formações para as redes, produção de materiais de apoio e criação de mecanismos de acompanhamento contínuo das ações implementadas nos territórios.
Representando a rede do Maranhão, Eliziane Carreiro definiu a experiência piloto como “exitosa e desafiadora” e reforçou o compromisso das redes com a estratégia. “Tudo que traz benefício para o nosso estudante, possibilidade de melhoria, nós abraçamos com muita animação”, afirmou.
Além da avaliação do piloto, o workshop também foi um espaço de pactuação técnica para o avanço da política pública. As equipes discutiram melhorias na plataforma, formas de visualização de dados, LGPD e proteção das informações dos estudantes e estratégias de comunicação e fortalecimento das ações de proteção desenvolvidas pelas redes de ensino.
As parcerias firmadas e a intersetorialidade foram apontadas como fundamentais para garantir capilaridade, apoio técnico e sustentabilidade à política pública. A proposta do SPTE é articular tecnologia, escuta estudantil e ações de proteção para fortalecer a permanência escolar e enfrentar os múltiplos fatores relacionados à evasão no Ensino Médio.
Ao final do encontro, foram definidos os encaminhamentos para o ciclo nacional de implementação, que contará com uma agenda de mobilização das redes em todo o país.